Dúvida que as estrelas são fogo, dúvida que o sol se move, dúvida da verdade para mentir, mas nunca dúvides do amor que sinto por ti.
A cada segundo, uma risca de prata brilha: parênteses, pontos de exclamação, aspas - uma gramática inteira feita de luz, para palavras demasiado dificeis para serem ditas.
O poder do pensamente positivo pode funcionar como um par de asas que nos levam para onde precisamos.
A escuridão, sabem, é relativa.
Será que todas as coisas maravilhosas acontecem quando não nos apercebemos delas?
As coisas extraordinárias estão sempre escondidas em lugares onde as pessoas nunca se lembram de procurar.
Independentemente do que somos, há sempre uma parte de nós que deseja ser outra pessoa, e quando, por um milésimo de segundo, realizamos esse desejo, é um milagre.
São precisos apenas trinta segundos para nos apercebermos de que vamos cancelar todos os nossos planos, apagar tudo o que fomos suficientemente ousados para marcar no nosso calendário.
São precisos sessenta segundo para percebermos que, mesmo que tenhamos sido levados a pensar que sim, não temos uma vida normal.
Talvez, se passarmos a vida a pensar que estamos num cenário de cinema, nem sequer tenhamos que admitir que as paredes são feitas de papel, e que a comida é de plástico, e que as palavras que nos saem da boca não são verdadeiramente nossas.
(...) e me dizia, no recanto mais escuro da noite, que me amaria até a lua desaparecer do céu.
Talvez existam mundos inteiros onde não haja barreiras, onde os sentimentos nos cruzam como uma maré.
(...) que as pessoas que amammos conseguem surpreender-nos a cada dia. Que talvez o que somos não esteja tão relacionado com o que fazemos, mas mais com o que somos capazes de fazer quando menos esperamos.
A mudança nem sempre é para pior; a concha que se forma à volta de um grão de areia parece, a algumas pessoas uma irritação e, a outras, uma pérola.
Olha, diria eu, este não é o rumo que eu pensei que as nossas vidas tomariam; e talvez não consigamos escapar deste beco sem saida. Mas não há outra pessoa no mundo com quem eu gostasse mais de me perder.
Quando não sabemos para onde vamos, descobrimos lugares que nunca ninguém se lembraria de explorar.
A vida por vezes fica tão atolada em pormenores que nos esquecemos de que estamos a vivâ-la. Há sempre mais algum compromisso a honrar, mais uma conta a pagar, mais um sintoma a surgir, mais um dia rotineiro a ser riscado na parede de madeira. Sicronizamos os nossos relógios, estudamos as nossas agendas, existimos em minutos, e esquecemos-nos completamente de nos afastar para ver o que realizamos.
♥
ilusões
Os nossos pais sempre nos fizeram acreditar em finais felizes, em familias perfeitas e castelos encantados. Até atingirmos certa idade, talvez a adolescência, acreditamos nisso. Pois desde sempre os nossos verdadeiros super herois, não foram o superman nem o batman, mas sim a mãmã e o papá. Quando descobrimos que nada, ou parte, daquilo em que durante tanto tempo acreditamos é mentira, é talvez o fim do mundo. Chegam então as minis depressões, os mundos que desabam sobre nós, as discussões, o negativismo, a falta de vontade de continuar. Mas tudo isto se vai com a rapidez de um pôr do sol. Para alguns, crescer mais depressa é uma obrigação, uma necessidade, uma vontade. Quando aqueles que mais amamos estão constantemente em conflito, sentimos necessidade de crescer mentalmente para que ao menos consigamos perceber por nós mesmos o que está errado. É precisamente ai que as perguntas começam a chover, a chover como granizo: séra que fiz algo errado? ou sera que fiz com que eles fizessem algo errado? vou ter que me habituar a viver com isto para sempre? como nos filmes? Feliz ou infelizmente, a idade que escolheram para me modificar o quotidiano foram os seis anos. Talvez por ser a idade em que as crianças compreendem melhor, ou a idade em que acreditam em tudo. Ou não. É a partir desse momento que a nossa vida começa a cruzar com outras vidas, iguais ou diferentes. Não importa. Conhecemos pessoas incriveis, capazes de nos mudar apenas com um olhar, apenas com um gesto. Pessoas que temos a certeza de que vão ser um sempre. Um deja vu e uma nova tempestade de perguntas. Questionamos-nos se o papel destas personagens na nossa vida inclui ou não a separação. Pensamos um pouco e chegamos a uma conclusão, a mais obvia, a mais profunda conclusão: se essa triste parte faz parte do filme, não importa. Pois a única certeza que temos é que as raizes do nossa coração estão estrelaçadas demais para nos separarmos, e isso já ninguém muda. Nínguem mesmo. Por mais forte que seja. Juntos ou separados, vamos ser sempre pilares uns dos outros. Não uns pilares quaisquer, mas sim pilares de diamantes, para que tenhamos a qualidade de nos mantermos sempre firmes e ao mesmo tempo brilharmos em qualquer circunstância. Quer faça chuva ou sol. Por isso, os finais felizes até podem não existir, mas não são os finais tristes que vão condicionar a nossa vida. Quer a maré esteja cheia ou não, quer as gaivotas voem ou fiquem em terra, uma coisa é certa: os nossos verdadeiros heróis são aqueles que nunca nos abandonam e que temos a certeza de que nunca nos vão abandonar. São a nossa familia, os nossos amigos. Mas apenas os verdadeiros.
nascer de novo.
Quando dizemos coisas como "as pessoas não mudam", isso deixa os cientistas loucos. Porque a mundança é literalmente a unica constante da ciência. Energia, matéria. Estão sempre a mudar. A tomar forma, a fundir-se, a crescer, a morrer. O que é natural é as pessoas tentarem não mudar. É a maneira como nos agarramos ao que foram em vez de as deixarmos ser o que são. É a maneira como nos agarramos a velhas recordações em vez de criarmos novas. É a maneira como insistimos em acreditar, apesar de todos os indícios cinentificos, que tudo nesta vida é permanente. A mudança é constante. Nós é que decidimos como viver as mudanças. Podem paracer a morte, ou uma segunda oportunidade. Se abrirmos os dedos, nos deixarmos ir, pode parecer pura adrenalina. Como se a qualquer momento pudéssemos nascer de novo.
anatomia de grey
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